Renovando-se

Ano novo – Chegou 2020 e agora?

Vamos lá começou um novo ano e com ele infinitas possibilidades, geralmente começamos em meados de novembro ou Dezembro do ano anterior imaginar todas as coisas diferentes que queremos para o ano que está chegando, é o como se a cada final de ciclo tudo se renovasse e lá vamos nós para uma nova jornada, é como se simplesmente tudo pudesse mudar num toque de mágica.

De fato a motivação do novo ciclo traz consigo novas estratégias, energia e vibração suficientes para gerar algumas mudanças, mas se o pensamento e o comportamento não forem modificados os resultados continuarão sendo os mesmos.

Tenho me observado há algum tempo, é como se mesmo vivendo meu propósito algo estivesse faltando, me sentia em alguns momentos simplesmente sendo levada pela vida, como uma folha levada pela correnteza das águas de um rio, simplesmente sendo levada.

Trabalhando demais, estudando demais, consumindo demais, e comendo demais, sim o peso aumentou também consequentemente, mesmo tendo hoje uma nova consciência, um novo coração e muitos pensamentos renovados, ainda havia algo que começou a me incomodar no meu modo de vida.

Uma espécie de descontentamento sem razão de ser, afinal, trabalho com o que amo, tenho um relacionamento amoroso que sempre sonhei, meus filhos estão bem e minha saúde sem grandes alterações, mas o que realmente faltava???? Comecei então a fazer comigo o caminho que faço com meus clientes, me observar, sentir e reconhecer.

2019 foi intenso e pouco estive em casa, pouco estive com minha família, então decidi que não faria nenhuma viagem neste final de ano, que cuidaria um pouco do que é simples, da minha casa, dos meus, e foi então que encontrei o que estava buscando, rsrsrsr talvez você esteja aí pensando que o que me faltava na verdade era uma boa pia de louças para lavar, mas não, olhei para minha casa e vi tantaaaas coisas que não usava que fiquei até aborrecida, foram 4 dias intensos de faxina, foram tantas caixas, tantas mas em uma quantidade que nem eu imaginava, tirei da minha casa tudo que não usava mais, roupas, utensílios de cozinha, livros, enfeites, simmmm todos os enfeites que ficavam por cima dos balcões, e acredite descobri que era consumista DEMAIS, quantas dezenas de coisinhas inúteis ao meu redor, poluindo só poluindo.

Mas como sou intensa em tudo que faço, fui me aprofundar um pouco mais sobre o porque aquilo tudo estava me incomodando tanto, afinal eu comprei kkkkkkkkkkk.

A mídia nossa grande auxiliar e também nossa vilã cotidiana, fomenta o consumo excessivo, você precisa ter o carro tal, a roupa tal, o estilo tal, a casa tal, ou caso contrário estará fora dos moldes esperados (affffff argherrrrffffffffff eca), padrões e padrões.

Assisti um maravilhoso documentário que super indico “Minimalismo – Um documentário sobre coisas importantes clicando neste link você pode ir direto para ele, e veio de encontro com diversos estudos que venho fazendo sobre o verdadeiro sentido da vida e das coisas.

Minimalismo não trata de não consumir mais, trata da qualidade do consumo, o quanto nossas escolhas cotidianas impactam diretamente em nossa satisfação pessoal e no meio em que vivemos. Se vou continuar comprando roupas, sapatos e etc? Sim provavelmente mas agora utilizando ainda mais uma ferramenta do Barras de Access: “Realmente preciso disso?” “Se eu escolher comprar o item, como será a minha vida daqui há um ano?” Simples perguntas que me ajudarão a ter mais critério para as escolhas que faça a partir de agora.

A influência da mídia

Sou do tempo em que as propagandas eram feitas para as mães se encantarem, elas decidiam pela compra ou não de um brinquedo, roupa ou acessório para seus pequenos, hoje somos bombardeados de informações, as crianças ainda pequeninas já sabem o que querem (oi??) e o mais assustador, ainda pequenas já ganham seu primeiro smartphone. Aprendemos então a viver baseados nos padrões externos, alguns atingíveis, outros inalcançáveis, e na maioria das vezes, quer saber a verdade? Você nem queria tanto aquilo, gosto de uma fala do documentário que fala sobre a compra de um carro, no início ele é o máximo, tudo que você queria, algum tempo depois você vê o conhecido, o vizinho ou seja lá quem for com um carro melhor pronto, coitadinho do seu já não serve mais, e começa a saga financiamento, consórcio, empréstimo, poupança, ou até usar aquele dinheiro guardado para fazer o investimento no sonhado modelo novo, que logo logo ao primeiro olhar de desdém já não será mais o queridinho, e começa tudo de novo.

“Precisamos REALMENTE aprender a ser materialistas”.

Valorizar realmente nosso suado dinheirinho, pergunte-se: Quanto vale uma hora minha de vida?

Provavelmente esta uma hora de vida você gasta muitas vezes trabalhando, e logo recebe o dinheiro e vai lá comprar um item que em pouco tempo estará empoeirado sobre algum balcão, ou ainda guardado em uma gaveta.

Não que seja realmente um problema esta atitude desde que realmente seja uma ESCOLHA.

Consumo consciente se refere a VIVER mais conscientemente.

Estamos perdendo nossa essência, o nosso

por quê!!!!

Aquilo que verdadeiramente nos move! Talvez você esteja se perguntando o que tudo isso tem haver com a faxina na minha casa, remexer os armários, me livrar do que não usava ou gostava, doar tudo aquilo que será tão bem usado por outra pessoa, me trouxe leveza e uma nova filosofia de vida, realmente ter certeza do que quero comprar, do que quero vestir, comer, viver.

Então entendi que o que me faz plena, feliz e realizada é a leveza de ser eu mesma, sem rótulos, sem ter que……….., ou ter isso ou aquilo, entendi também que demorei demais para chegar a esta conclusão porque estava ocupada demais, logo uma das novas decisões que vem com o ano novo é ter mais tempo para MIM. Adoro cuidar da minha casa, ao contrário do que diz a música de Ataulfo Alvez (Ai que saudade da Amélia), tenho lá minhas vaidades, e acredito que ser mulher de verdade está de longe ligado ao quanto cuidamos da nossa casa ou do que decidimos não ter, mas uma das minhas alegrias é ter meu cantinho cuidado por mim, e a decisão de neste final de ano ficar em casa e organizar não somente a casa como também projetar o meu ano, foi a que trouxe mais tranquilidade para meu coração.

Resumo de tudo

Estou aqui escrevendo sentada na minha espreguiçadeira, a brisa suave lá de fora trazendo tranquilidade, um clima agradável que é complementado pela visão que tenho do todo, olho para todos os lados e só vejo itens que verdadeiramente desejo ter, a energia do ambiente está mais fluida, tudo está mais confortável e eu estou mais feliz.

Que venha 2020. Com a casa literalmente arrumada, dentro e fora.

E você já definiu as primeiras mudanças que deseja para este ano em seu comportamento? Tudo começa em nós e se quisermos tudo se transforma a partir de nossas escolhas.

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Mari Santana Terapia Sistêmica e Coach