Na sala de aula

O que te motiva a viver? O que é felicidade para você?

 

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Eis um tema que amo levar para sala de aula, meus alunos geralmente tem a faixa etária entre 18 e 50 anos, muitos estão mudando de profissão, outros ainda não sabem exatamente o caminho que querem trilhar, ainda temos aqueles que se qualificam para realizar trabalhos voluntários, uma coisa é comum a todos, o entusiasmo por algo novo, a sede de conhecimento, claro, um ou outro nem sabe o que realmente quer, nem tem aquela sede de aprender rsr, mas até mesmo estes tem alguma motivação, que os faz se dirigir até o curso e seguir até o final.

Realizo a cada início de turma uma aula somente sobre motivação, onde o tema central não é a qualificação profissional, nem o mercado de trabalho, lanço então para eles o seguinte questionamento: O que te motiva a viver? O que é felicidade para você?

Muito interessante que em um primeiro momento eles ficam olhando para o nada, pensando em uma resposta que pensam não ter ainda, ouço muitas vezes: – Ah profe não sei responder isto, nunca parei para pensar. Alguns falam: – Não entendi o que tem haver com o curso rsrs. Temos a tendência a não querer pensar em questões complexas, especialmente quando ainda não são resolvidas em nosso emocional.

Ao longo dos anos ouvi as mais diferentes respostas: Família, marido, ah meus filhos, não sei, minha mãe, conquistar meus sonhos, felicidade não existe, não nasci para ser feliz, Deus, fé…. enfim, a grande maioria tem motivação em outras pessoas, em realizações, mas ainda não sabem o que os motivaria individualmente.

A segunda pergunta também se mostra bastante difícil, e invariavelmente temos uma grande demora para encontrar a resposta: momentos felizes, oi?? felicidade? brincam alguns. É inerente ao ser humano a busca incessante por felicidade, todos os dias desde que acordamos até o anoitecer, estamos em busca de momentos de felicidade, mas como esta busca se dá de forma inconsciente na maioria do tempo, vamos vivendo no automático, sem entender o que é a tal felicidade que nos move, muitas vezes encontramos com ela e nem percebemos, por não saber identificar.

Por muitos anos eu entendia que a minha motivação eram meus filhos e família, ainda são claro, porém após um grave problema de saúde que me levou a quase morrer, percebi que precisava de algo a mais que me motivasse, pois necessitamos ter sonhos que nos impulsionem, talvez você me diga que ver seus filhos felizes, se realizando, sendo felizes é a sua motivação central, ok! Mas e quando seus filhos se casarem? Forem para outro estado ou ainda para outro país? Quantos pais entram em depressão profunda devido a síndrome de ninho vazio quando o filho sai de casa para alçar voo sozinho.

Já acompanhei histórias de mães que fizeram de tudo para que seus filhos voltassem para casa, para suprir aquele vazio, inclusive interferindo no casamento, outros pais que sustentaram seus filhos até a meia idade, com o receio de que eles fossem cuidar de suas vidas deixando o temido vazio no lugar. Seja por um motivo ou outro, se a motivação que tivermos para viver estiver em outra pessoa, quando ela não estiver mais conosco, já não teremos mais ao que nos apegar, e este vazio pode nos levar inclusive ao extremo de considerar que viver não vale a pena.

Considero felicidade algo subjetivo, de fato é algo particular em que cada pessoa se identifica com ela a sua maneira, para mim ela esta ligada a simplicidade de uma respiração consciente, a momentos de gargalhada com minha filha, ou ainda de momentos de reflexão com meu filho nerd lindo, também considero felicidade aquele instante de calmaria, após um dia exaustivo de trabalho quando me recosto nos braços do meu companheiro, ah o cafezinho da minha mãe, o bate papo com meus irmãos…

Seja simples ou complexo, cada um de nós é um mundo particular repleto de infinitas possibilidades, deixo aqui esta reflexão para seu dia, há quanto tempo você não faz algo que gosta simplesmente porque VOCÊ gosta, há quanto tempo você não SE levou ao cinema ou ainda para passear naquele lugar que gostava tanto de ir, coisas simples que você deve fazer por si mesmo por que você merece e porque é muito importante.

Lembre-se, no dia que sua vida se acabar (sem dramas, isto vai acontecer a todos nós), o que terá feito por si mesmo? O quanto terá se acolhido e se amado? Todos que você ama continuaram suas vidas, seus sonhos e motivações, buscando a tão sonhada felicidade.

Portanto reflita:

O que te motiva a viver?  O que é felicidade para você? 

Finalizo com esta reflexão e esta linda Música!

Grande abraço, Mari…….Siga Transfomando.

Motivação

Felicidade é uma coisa…

 

Na teoria a felicidade autêntica é uma tentativa de explicar uma coisa real, algo que pode ser operacionalizada. Definida pela satisfação que apresenta-se com a vida considerando o que estudos comprovam, as pessoas apresentam uma escala de 1 a 10. “As pessoas que têm o máximo de emoção positiva, o máximo de engajamento e o máximo de sentido são as mais felizes e têm o máximo de satisfação com a vida.” Bem-estar por sua vez tem diversos elementos mensuráveis, cada um deles uma coisa real e cada um deles contribuindo para formar o bem-estar, mas nenhum deles definindo o mesmo (SELIGMAN, 2011, p.25)”.

Estudos realizados pelos autores PASSARELI e SILVA indicam que, comparadas às pessoas solteiras, pessoas casadas têm melhor saúde física e psicológica, além de viverem mais. Confirmando esses estudos, prosseguem os autores, evidências experimentais indicam que as pessoas tendem a apresentar sofrimento quando não fazem parte de nenhum tipo de grupo ou quando têm relações pobres dentro dos grupos a que pertencem, os levantamentos foram feitos por Diener e Seligman (2004). Verificou-se, desta forma, que participar de grupos, como grupos de amigos, de trabalho, de apoio, é um fator favorável para o bem-estar subjetivo.

Constata-se que felicidade e bem estar não se trata apenas de ausência de depressão, mas também a presença de um número de emoções e estados cognitivos positivos. Mas a avaliação subjetiva (opinião pessoal de cada individuo à respeito de algo ou alguém) que os indivíduos fazem de suas vidas incluindo conceitos como a satisfação com a vida, a felicidade, as emoções agradáveis, os sentimentos de realização pessoal e de satisfação com o trabalho e a qualidade de vida, em detrimento de sentimentos negativos e desagradáveis.

A busca pelo bem estar psicológico é um elemento preventivo da saúde num todo. A Organização Mundial de Saúde (1978) ressalta que “saúde – estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não simplesmente a ausência de doença ou enfermidade – é um direito humano fundamental, cuja realização requer a ação de muitos outros setores sociais e econômicos, além do setor da saúde.”

Baseado em tantos estudos que englobam hoje a Psicologia Positiva, pergunto para você, como tem cuidado de sua saúde mental e física?

Que tal projetar este bem estar? A tal busca pela Felicidade…?

Acredite, a socialização, passear em um parque, colocar seus pés na grama, sentir o sol em seu rosto, sair da frente do celular ou computador por um tempo, olhar mais nos olhos dos seus, ESTAR PRESENTE no momento presente, são pequenas atitudes que o levarão ao bem estar contínuo.

Deixo uma reflexão aqui: O que é felicidade para você? E bem estar? Como você tem buscado alcançar estes níveis de satisfação pessoal?

Aguardo seus comentários, colabore dando dicas, vamos nos ajudar nesta busca incessante pela felicidade!

Abraço, Mari….

Motivação

Faça o que ama e irradie felicidade.

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Hoje precisei ir a um órgão público expedir um documento, quero compartilhar a angustiante experiência de ser atendido por alguém que notoriamente detesta o que faz, chegando ao local, dois rapazes conversavam na mesa de atendimento (eram funcionários), me olharam de cima abaixo, assim como quem quer dizer: Oi? Perdeu algo aqui? Citei o documento que fui fazer 2 via, me pediram para aguardar, e aguardei, aguardei, no local não havia água disponível, ambiente sujo, e atendimento moroso, mas isto é o que já estamos acostumados, no que se refere ao atendimento que o estado oferece.

Após um bom tempo, adentrei a sala onde um senhor carrancudo olhou para mim, ergueu a sobrancelha e moveu ligeiramente a cabeça para o lado, com menção a que eu me sentasse, e foi o que fiz, já meio séria também, pois o outro atendente que estava ao lado dele também irradiava a mesma simpatia e “expressão branda”, após um breve silêncio ele me disse, foto…… fiquei pensativa, ele novamente moveu ligeiramente a cabeça, me direcionando para a câmera ao lado, moveu a mão me direcionando mais para trás, e para o lado (nem uma palavra), após estendeu as mãos em uma clara indicação de que queria as minhas, estendi meio ressabiada, então ele tirou minhas digitais, olhando para a tela o tempo todo, as vezes voltava um olhar rápido para mim, mas conseguia manter a face já idosa sem mover um músculo, me entregou o protocolo, dei tchau ele balançou a cabeça.

Enquanto isto na mesa ao lado, o outro atendente (também avançado em anos), com grande irritação grita para o rapaz da recepção: – Mais um? Já são 16:15h, fechamos as 17h e vocês fazendo encaixe!!!! Vou ter que reclamar, está um abuso……..

Confesso que em um primeiro momento saí dali irritada, carregando metade do prédio nas costas, tamanha energia “das boas” emanava no ambiente, porém, após umas respirações mais profundas, refleti, o quão desagradável é a vida daqueles dois senhores, concursados, certamente de uma vida inteira, sem perspectivas de mudanças, dia após dia atendendo uma população exausta, cheia de problemas. Você vai me dizer: Mari isto não justifica! De fato, mas explica, salário, estabilidade, um horário atrativo, afinal  as 16:15h o cidadão já estava bravo com receio de atrasar sua saída das 17h (ótimo horário para finalizar expediente), mas a que preço? Certamente ao custo de todos os sorrisos que ele não deu ao longo da carreira, ao custo de Omeprazol, talvez Rivotril e muita “Neosa”, para dar conta das dores de cabeça.

Tudo isto pela péssima escolha de um emprego que não o faz feliz, conheci uma mulher que até a sua aposentadoria,  mesmo seu trabalho sendo árduo e não lhe rendendo financeiramente o ideal para uma vida com o conforto merecido, todos os dias sorridente levantava-se cedo para ir ao trabalho, sempre sempre sorrindo, adoeceu quando parou de trabalhar.

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Qual a diferença? Fazer o que se ama! Vamos lembrar da frase de Confúcio “Escolha um trabalho que ame, e não trabalharás nem um dia da sua vida”.

Se você neste momento percebe através de  seu corpo, sua mente e seu coração, que não está vivendo o que gostaria, não tem sido feliz com o trabalho que escolheu, ainda há tempo para mudanças significativas na sua qualidade de vida. Opte pela mudança, procure por cursos profissionalizantes, Senac, Senai, e muitas outras escolas de referência no país, oferecem cursos de formação profissionalizante rápida, e muitas vezes gratuita, o  que já lhe proporcionará colocação em outro mercado.

Simplesmente PARE! Saia da posição de observador da felicidade alheia, ainda há tempo para mudanças. De forma gradativa, afinal você pode ir aos poucos, nada precisa ser de um dia para o outro. Apenas MUDE, dê a si mesmo a oportunidade de realizar-se. Quando tomamos coragem de mudar nossa realidade, esta atitude reverbera em todo nosso derredor, pois as pessoas que passarem por nós em nossos trabalhos, nossos amigos, familiares,  terão a satisfação de um bom dia, de um sorriso, de um olhar cordial, e é exatamente do que o mundo precisa,  a sua frustração irá irradiar, mas a sua felicidade também. Da porta desta prisão só você tem a chave, liberte-se.

Você é o protagonista da sua própria história e ainda há tempo de reescrever novos capítulos.

Siga transformando-se…………. e seja feliz. Porque você merece.

Abraço, Mari

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