Constelação Sistêmica, Terapia Integrativa

Quando o sistema familiar adoece…

Talvez caro leitor, você seja uma das pessoas que assim como eu, um dia parou para se perguntar, ” porque eu sou assim?”, “porque eu tento mudar e não consigo?”, “eu queria fazer diferente, mas é mais forte que eu.”

O sistema familiar é como o corpo humano, cada órgão tem uma função específica, e todos precisam estar conectados, saudáveis e em pleno funcionamento para que todo o sistema familiar funcione adequadamente, quando um órgão por mais simples que seja adoece, todo o sistema sente, é como uma onda que reverbera até muito distante, atuando em órgãos que nem sequer tem ligação direta com o tal órgão adoecido.

Somos assim também em aspectos familiares, memória celular, isto mesmo trazemos a história dos nossos ancestrais em nossa genética, ou você nunca ouviu falar em pré disposição genética, isto mesmo se podemos ter uma doença que um antepassado teve, se podemos ter características físicas como a cor do olho, os traços, os gostos, obviamente assim também o emocional, cultural, os traumas, medos, angústias vividas por eles também virá como uma herança, indesejada, mas virá, até que esta lacuna seja resolvida, ressignificada. Também trazemos recursos poderosos, positivos.

Quantas e quantas gerações antes de nós, pessoas que não se conheceram, não tiveram como tratar suas dores emocionais, não se realizaram profissionalmente, muito provável que se fizéssemos um levantamento, encontraríamos a dor da viúva, o sofrimento do órfão, a luta da mulher abandonada, a dor do homem traído, dos filhos deixados para trás, do trabalhador que morreu na escravidão, do matemático, da enfermeira, nossa quanta gente, quanta história, quantas vitórias, mas quanta dor, e muitas vezes você se olha sem entender de onde vem as dores que sente, a falta de autoestima, insegurança, medo de ser traído, a carência sem explicação, a vontade de morrer……

E então começamos a perceber histórias se repetindo, geração a geração, falamos “Ahhh eu não serei como meu pai, como minha avó”, e um belo dia lá está você igualzinho, repetindo os mesmos comportamentos de pessoas com as quais nem conviveu direito muitas vezes.

O caminho para estas descobertas muitas vezes é longo, doloroso, levamos uma vida sem nos conhecer, sem compreender nossas próprias atitudes, e um belo dia cansamos de carregar o fardo que mal entendemos qual é.

Terapias Complementares tem sido grandes aliadas na cura dos emaranhados sistêmicos, Constelação Sistêmica, PNL, Hipnose, regressão, são somente algumas das técnicas que tenho aplicado nos atendimentos e com resultados surpreendentes, uma técnica das que mais gosto é o Reimprint da Programação Neurolinguística, uma regressão consciente que leva o paciente a há um momento importante onde o trauma, sensação, etc.. fora imprintado (gosto de chamar de carimbo, isto mesmo foi o primeiro “carimbo”) referente a tal sensação.

Que tal se hoje você parasse um pouco para conhecer mais sobre a história da sua família? Quem foram os avós e como foi a vida deles, os bisavós, os seus pais, enfim, tanta riqueza tem escondida em nossas raízes familiares……. inclusive muitas respostas.

Quer conhecer mais sobre terapias sistêmicas? Clique aqui e me envie uma mensagem vamos agendar um horário para você! Siga Transformando a sua e outras vidas………

Abraço com aroma de Vetiver….. Mari Santana

Renovando-se, Sem categoria

Reimprint – A transformadora linha da nossa vida.

Caros leitores, hoje vou relatar minha experiência pessoal com esta extraordinária técnica de PNL (Programação Neurolinguística), chamada Reimprint ou Linha do Tempo.

Desde o início dos meus estudos de PNL por volta de 2015, eu obtive na minha vida uma mudança incrível, sempre muito brava, nervosa e irritada, quando iniciei esta trajetória não imaginava o quanto seria transformadora para mim e para todos que me rodeiam.

Muitas foram as técnicas, pois ao longo dos anos de estudo aplicávamos uns nos outros, e fui limpando muitos padrões de comportamento, me acalmando, e até em casa os comentários eram de que melhorei e que estava até estranha de tão calma rsrs.

Mas havia algo que não conseguia resolver, uma dor tão profunda que parecia uma ferida aberta no coração, meu pai biológico havia deixado minha mãe ainda grávida de 7 meses, ela casou-se novamente e então seu marido se tornou meu pai, já aos 19 anos me tornei mãe solteira, e novamente estava sem pai, pois o pai que me criou não aceitou minha nova condição e me desprezou severamente, aos 21 anos conheci meu pai biológico em um encontro rápido e sem maiores possibilidades de intimidade.

Enfim, não foi fácil muitas mágoas dores, pessoas malvadas envenenando os relacionamentos, o tempo passou e me amargurou muito, me tornei uma pessoa dura e que pouco acreditava na felicidade e no amor. Um sentimento de ser incompleta, não havia como explicar, isto tomou conta de mim durante boa parte da minha vida.

Era sábado pela manhã, eu me preparava para mais uma aula do curso de Pós Graduação em PNL, estava super animada pois amo estudar (mesmo rsrsr), nem lembrava mais destas dores que deixei caladas em um canto do coração, sem olhar, sem dar atenção. A professora pede um voluntário para uma técnica chamadas Reimprint, eu de pronto me habilitei, sempre adorei passar pelos processos, pois assim tenho a vivência prática necessária para ajudar meus consultantes.

O QUE É REIMPRINT??

Técnica que consiste em revisitar momentos vividos no passado, levando para estes acontecimentos novas informações emocionais, novas sensações e ressignificação de fatos, trazendo nova visão e compreensão do que foi vivenciado no passado, podemos dizer que consiste em um dos processos de regressão utilizados em consultório.

E assim foi comigo, palavras não teriam o poder de expressar o que houve naquele dia, pude ver minha história de ângulos ainda não imaginados, me coloquei no lugar de “meus pais (biológico e de coração)” e especialmente, pude tratar e curar a ferida que há tanto estava aberta. Como resultado em pouco tempo meu coração estava leve, senti a necessidade de reaproximação com meu pai do coração, e o resultado foi surpreendente pois ele estava muito mais aberto a aceitou de pronto me recebendo com um carinho que eu não lembrava mais, isto após 20 anos de conflitos.

Baseada nesta aproximação com ele comecei a sentir também a necessidade de rever a história com meu pai biológico, ele já falecido há 18 anos, mas meus irmãos ainda estavam lá, filhos de meu pai, que eu nem conheci, não convivi e pouco sabia, em Setembro decidi encarar de frente esta parte da minha vida, e embarquei em uma viagem rumo a desconhecida história de meu pai.

O pouco que eu sabia não era agradável, e isto sempre nos distanciou, como eu e meus irmãos tínhamos contato pelo facebook, avisei que iria em Janeiro/2019.

Começa a minha jornada……

Chegando ao Aeroporto de Aracaju – Pernas bambas

Não sabia o que encontraria, uma tia irmã de meu pai sempre me falou que ele não lembrava que eu existia, que os filhos dele jamais me reconheceriam, que ele simplesmente me excluiu, então já da para imaginar meu receio. E da mesma maneira ela envenenava ele lá.

O encontro foi incrível, surpreendente e extremamente cheio de amor, encontrei uma história muito diferente, pessoas amáveis, e parecidas comigo fisicamente, no temperamento, até nas risadas escandalosas rsrs, minha família agora estava completa, soube tanto do meu pai, um pai que a vida inteira quis contato comigo, mas que pelas adversidades da vida e pelos venenos alheios também não teve oportunidade de fazer melhor do que fez.

Aliás este é um dos pressupostos da PNL, todos fazemos o melhor que podemos com os recursos emocionais que possuímos naquele momento, ou seja, meu pai biológico e meu pai do coração, ambos em cada tempo fez o melhor que podia, cada um me trouxe recursos e aprendizados que jamais conseguiria de outra maneira,

Aceitar a minha história, a minha jornada e também a jornada dos meus pais fez com que minha trajetória se tornasse completa, fez valer a pena tudo que vivi até hoje, nunca fez tanto sentido como faz agora a frase, “Muda que quando a gente muda o mundo muda ao nosso redor”.

E foi assim que após uma aula maravilhosa me tornei mais feliz!

Seguem algumas das fotos da viagem, de meus irmãos de Sergipe, dos meus irmãos de Curitiba, minha mãe, minha mãedrasta, enfim agora sim completo o álbum :

Meus irmãos de Curitiba e minha mãe

Toda esta história contada nesta publicação não seria possível se não tivesse ressignificado minha história, hoje posso dizer estou curada.

Quando você puder contar sua história sem chorar, sem dor, você estará curado!

Gratidão é a palavra …  À Deus, aos meus pais, e a minha mãe, Dona Ilda, Eraldo,  sem falar meus 5 irmãos 

(Digão, Pipoca, Sandrinho, Fefe, e Roseli) que me fazem transbordar de alegria me vejo em cada um deles.

Um abraço com aroma de perdão do Nardo.

Mari Santana,

Renovando-se

Como estão suas raízes?

 

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Vivenciei neste final de semana algo maravilhoso, digo até que regenerador rsrs, sim isto mesmo, me sinto regenerada de coração, alma e mente.

Somos em 3 filhos, Eu, Rodrigo e minha irmã caçula a Pricila, tivemos uma infância e adolescência repleta de alegrias, eramos de família humilde, mas foi muito divertido crescer em nossa casa, tínhamos o hábito de separar os programas de tv por “proprietários”, então como eu era a mais velha ficava sempre com a novela das 21h, o Rodrigo com a novela das 19h e a Pricila com a novela das 18h, sim meus amigos, cada um era dono da sua novela rsrsr, ou seja os demais, naquele período da programação, só podiam assistir calados, não poderiam por exemplo comentar sobre os personagens, cantar a música da abertura e nem mesmo os comerciais rsrs, era muiiiito engraçado, e também uma tortura e claro resultava em brigas, e minha mãe levantava os 3 na chinelada kkk.

Lembro das tardes quando eu estava na quinta série, vinha correndo para casa, porque quando chegava lá o Digão e a Pipoca (apelidos carinhosos), estavam me esperando com os demais amigos, para brincarmos de Changeman ou Jaspion, cada um de nós já era fixo um personagem e a luta começava, a criatividade era enorme, lutávamos com monstros das galáxias, a minha bicicleta Berlineta era uma espaçonave e por incrível que pareça as vezes cabia quase todos nela.

Entre choros e arranhões, riamos até não aguentar, ou dar outra briga e minha mãe gritar: – Pra dentro todo mundo, está na hora do banho!

Meu pai era rígido, vigilante, trabalhava a noite, então quando estava em casa Tv bida até tarde era proibido, mas quem disse que agente simplesmente ia dormir, deixávamos bem baixinho o volume da bendita televisão colorida recém adquirida na Arapuã, mas como não era possível sossegar, a risada era inevitável, ou ainda um: – Para guria, você ta me irritando! Ou ainda: – Cala boca piá chato!, pouco tempo já se ouvia um berro do meu pai mandando desligar antes que ele viesse com a cinta. Tv desligada e muito resmungo de um com o outro que dormia no beliche de cima.

Ah quanta saudade, o tempo passou, os pais se separaram, a vida tomou outros rumos, chegou a juventude e precisamos trabalhar, correr pela vida, e o tempo continuava passando, todos construímos nossas histórias, mas algo que as lutas nos roubaram foi aquele tempo gostoso na casa da mãe, onde estando juntos o relógio parava, era só felicidade.

Como a vida de todo adulto, trabalho, família e estudos, então nos encontrar os três naquele lindo endereço tornou-se cada vez mais complicado. Até que após uma conversa tivemos uma idéia: – “Eiii vamos posar todos na casa da mãe?”, assistir filmes, fazer um lanche gostoso, sem nossos cônjuges, sem filhos, só nós e ela.

Nos programamos com as famílias, e ontem foi o grande dia!!!!casa mae

Foi muiiiito legal, divertido e emocionante, foi como entrar no túnel do tempo, colchões jogados no chão, filme de terror, comédia, batata frita, refrigerante, cházinho, e muito amor envolvido, não imaginei que seria tão curativo, maravilhoso reencontrar com esta nossa essência. Chamamos de “O dia do reencontro”, o mais significativo para mim, foi que não esperamos alguém adoecer,  ela ficar bem idosa, para posar com a mãe para cuidar dela, ou de um de nós precisar de cuidados, escolhemos fazer este encontro com todos bem para curtir o que por anos nos privamos pela correria da vida.

Agradecimento especial a Deus que nos permitiu viver um momento de tanta felicidade, para cunhada, cunhado, meu marido e nossos filhos,  que com amor e compreensão nos proporcionaram este momento, à minha mãe, que tinha o mais lindo brilho no olhar que vi em anos.

Uma dica para você, reserve um tempo, reencontre uma parte da sua vida que precise ser resgatada, todos temos raízes profundas, as vezes esquecemos delas. Como estão as suas?

Com muito carinho…

Abraço, Mari.