Coaching e Desenvolvimento, Na sala de aula

Professores e a tarefa de dar feedbacks

Você professor (a) sabe exatamente do que estou falando, temos vivido dias complicados no que se refere a comunicação ser assertiva, uma palavra e pronto, um mundo caindo sobre a cabeça do professor.

A educação que antigamente era responsabilidade dos pais, hoje tem sido delegada aos professores, pedagogos e tem tornado cada vez mais complexa a comunicação entre docente e discente, não é difícil encontrar relatos de discussões, agressões verbais e físicas contra professores e até mesmo professores que perdem a linha e acabam agredindo os alunos.

Seja no que se refere as disciplinas, comportamentos ou ainda habilidades a serem desenvolvidas o feedback é uma ferramenta poderosa para que se possa integrar o aluno ao processo educacional de maneira que seu desenvolvimento seja reconhecido ou ampliado.

Dar feedbacks aos seus alunos é importante, é uma forma de desenvolvê-los. Mas você sabe se esta fazendo da maneira correta?

O feedback tem que fazer o aluno se sentir motivado a buscar a evolução.

Hoje separei para você, professor, dicas de como dar feedbacks aos seus alunos de forma mais produtiva e assertiva:

  • Reserve momentos específicos para isso: Semanalmente, quinzenal ou até mesmo mensal, mas que seja programado em um momento específico e com objetivo determinado.
  • Não exponha o aluno diante da turma: Esta atitude pode causar algum tipo de constrangimento e até bullying, quando for um feedback “ruim”. E quando for “bom”, pode fazer com que haja desmotivação por parte de quem ainda não está indo bem.
  • Cada aluno tem suas limitações e qualidades. Tenha empatia. Apresente sempre 2 a 3 pontos positivos e 1 ponto de melhoria, pois na mente do aluno ficará como um incentivo para manter o comportamento pelo qual foi elogiado, e apresentando um ponto a ser melhorado, também mostrará que ele NÃO é o comportamento dele, esta NÃO é a identidade dele, sendo assim comportamentos e habilidades podem ser desenvolvidos.
  • Mantenha o acompanhamento: Somente dar o feedback não resolve a questão, o acompanhamento constante, com estímulos inclusive (conversas, tarefas, orientação aos pais, encaminhamento psicológico ou médico quando necessário), favorecerá o desenvolvimento promovendo mais tranquilidade para sala de aula.

O Feedback não deve ser apenas no final do ano letivo. Mantenha o acompanhamento de cada aluno e dê feedbacks há cada 3 meses.
.

Você gostaria de um treinamento especial sobre Feedback na sua escola? Clique aqui e fale comigo.

Mari Santana – Especialista em Neuroaprendizagem Avançada.

Motivação

Falha na comunicação!! E agora?

 

sparrows-2759978_640

Um tema que sempre abordo com meus alunos em sala de aula é a comunicação assertiva, a importância de expressar-se com segurança e de maneira a fazer com que o outro realmente compreenda o que você deseja transmitir.

Pessoas mais visuais, são mais observadoras, conversam com você olhando nos seus olhos e observado tudo ao redor, altivas podem ser mal interpretadas, pois estão com seu olhar sempre voltado para a altura dos olhos e acima. Me lembro muito da adolescência,  algumas colegas de escola eram muito visuais haha, então quando passava uma menina, elas já falavam: – “Que foi que tá me encarando?”, isto é claro gerava uma série de transtornos e muitos mal entendidos.

Havia também aquelas mais cinestésicas, aquelas colegas que abraçavam a todo momento, beijo na bochecha só valia se fosse de 5 minutos, tinham que andar “coladas” uma no braço da outra.

Lembro de um garoto muito auditivo, o nome dele Hilton, andava cheio de ginga, já naquela época (nem faz tanto tempo assim, uns quase 30 anos rs), já andava com enormes fones de ouvido colados a cabeça, e balançandinho no ritmo da música ouvida, interessante as broncas que levava dos professores, pois sempre estava aéreo, em um mundo bem paralelo.

Então…..

Pessoas mais visuais: 

  • Valores: Organização e limpeza
  • Palavras: “veja bem”, “olha só”, “mostra”, “imagina”…
  • Fala rápido e não escuta os outros

Pessoas mais auditivas: 

  • Valores: conversar – dialogar…
  • Palavras: “escuta esta”, “se liga”, “desliga”, “ouvi”…
  • Fala claro e gosta de ouvir

Pessoas mais cinestésicas:

  • Valores: bem-estar – contato.
  • Palavras: “sinto muito”, “peso nas costas”, “frio na espinha”, “ele é frio… Quente”, “pegando fogo”…
  • Fala pouco – baixo – gosta do silêncio.

Estas características básicas dos sistemas representacionais (Visual, Auditivo e Cinestésico), fizeram parte da minha vida inteira, mas há pouco mais de dois anos que fui compreendê-los mais a fundo, e entender o quanto fazem a diferença em nossa comunicação. Quando estamos em sintonia com a pessoa que esta na nossa frente, podemos ser mais assertivos e causar menos danos em nossas relações.

Se você tem um filho mais visual, irá funcionar falar pra ele olhar para você no momento de uma bronca, se ele é mais auditivo não, neste caso será melhor permitir o que ele já deve estar fazendo, enquanto você fala, ele olha para o lado, forma que inconscientemente o auditivo adota, para voltar os ouvidos para você, e entender melhor o que lhe é falado, por outro lado se seu filho é cinestésico,  a melhor maneira é falar com ele tocando nele, apoiar a sua mão sobre a mão dele enquanto explica algo, pode ser uma ótima forma de se fazer compreender.

Sejam nas relações profissionais, de amizade, familiares ou amorosas, a dica é a mesma, observar as características do outro, e encontrar o melhor canal de comunicação, respeitar limites, compreender os limites do outro, para que possamos ser compreendidos nos nossos. Importante saber que todos temos todos estes sistemas, podemos transitar entre eles, dependendo dos estímulos que recebemos.

Para demonstrar um pouco da conversa de um auditivo e de um visual, que não tinham ainda o conhecimento a cerca dos sistemas representacionais rs,  vamos observar o vídeo abaixo, rir um pouco e refletir muito.

Abraço Mari,