Renovando-se

Como estão suas raízes?

 

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Vivenciei neste final de semana algo maravilhoso, digo até que regenerador rsrs, sim isto mesmo, me sinto regenerada de coração, alma e mente.

Somos em 3 filhos, Eu, Rodrigo e minha irmã caçula a Pricila, tivemos uma infância e adolescência repleta de alegrias, eramos de família humilde, mas foi muito divertido crescer em nossa casa, tínhamos o hábito de separar os programas de tv por “proprietários”, então como eu era a mais velha ficava sempre com a novela das 21h, o Rodrigo com a novela das 19h e a Pricila com a novela das 18h, sim meus amigos, cada um era dono da sua novela rsrsr, ou seja os demais, naquele período da programação, só podiam assistir calados, não poderiam por exemplo comentar sobre os personagens, cantar a música da abertura e nem mesmo os comerciais rsrs, era muiiiito engraçado, e também uma tortura e claro resultava em brigas, e minha mãe levantava os 3 na chinelada kkk.

Lembro das tardes quando eu estava na quinta série, vinha correndo para casa, porque quando chegava lá o Digão e a Pipoca (apelidos carinhosos), estavam me esperando com os demais amigos, para brincarmos de Changeman ou Jaspion, cada um de nós já era fixo um personagem e a luta começava, a criatividade era enorme, lutávamos com monstros das galáxias, a minha bicicleta Berlineta era uma espaçonave e por incrível que pareça as vezes cabia quase todos nela.

Entre choros e arranhões, riamos até não aguentar, ou dar outra briga e minha mãe gritar: – Pra dentro todo mundo, está na hora do banho!

Meu pai era rígido, vigilante, trabalhava a noite, então quando estava em casa Tv bida até tarde era proibido, mas quem disse que agente simplesmente ia dormir, deixávamos bem baixinho o volume da bendita televisão colorida recém adquirida na Arapuã, mas como não era possível sossegar, a risada era inevitável, ou ainda um: – Para guria, você ta me irritando! Ou ainda: – Cala boca piá chato!, pouco tempo já se ouvia um berro do meu pai mandando desligar antes que ele viesse com a cinta. Tv desligada e muito resmungo de um com o outro que dormia no beliche de cima.

Ah quanta saudade, o tempo passou, os pais se separaram, a vida tomou outros rumos, chegou a juventude e precisamos trabalhar, correr pela vida, e o tempo continuava passando, todos construímos nossas histórias, mas algo que as lutas nos roubaram foi aquele tempo gostoso na casa da mãe, onde estando juntos o relógio parava, era só felicidade.

Como a vida de todo adulto, trabalho, família e estudos, então nos encontrar os três naquele lindo endereço tornou-se cada vez mais complicado. Até que após uma conversa tivemos uma idéia: – “Eiii vamos posar todos na casa da mãe?”, assistir filmes, fazer um lanche gostoso, sem nossos cônjuges, sem filhos, só nós e ela.

Nos programamos com as famílias, e ontem foi o grande dia!!!!casa mae

Foi muiiiito legal, divertido e emocionante, foi como entrar no túnel do tempo, colchões jogados no chão, filme de terror, comédia, batata frita, refrigerante, cházinho, e muito amor envolvido, não imaginei que seria tão curativo, maravilhoso reencontrar com esta nossa essência. Chamamos de “O dia do reencontro”, o mais significativo para mim, foi que não esperamos alguém adoecer,  ela ficar bem idosa, para posar com a mãe para cuidar dela, ou de um de nós precisar de cuidados, escolhemos fazer este encontro com todos bem para curtir o que por anos nos privamos pela correria da vida.

Agradecimento especial a Deus que nos permitiu viver um momento de tanta felicidade, para cunhada, cunhado, meu marido e nossos filhos,  que com amor e compreensão nos proporcionaram este momento, à minha mãe, que tinha o mais lindo brilho no olhar que vi em anos.

Uma dica para você, reserve um tempo, reencontre uma parte da sua vida que precise ser resgatada, todos temos raízes profundas, as vezes esquecemos delas. Como estão as suas?

Com muito carinho…

Abraço, Mari.