Motivação, Renovando-se

A grande dificuldade de acreditar em você mesmo(a)

De fato o mundo está a pleno vapor, redes sociais, mídias, muitos parâmetros de comparação, para todos os lados temos alguém em “destaque”, e fica muito difícil chegar a tal felicidade, realização ou motivação se é que se pode denominar assim. Somos reféns do que os outros esperam de nós e na maioria das vezes os padrões são inalcançáveis.

É angustiante, bate aquela ansiedade e fica muito difícil continuar acreditando que somos capazes de realizar algo. PARA PARA PARAAAAAAAAAAAAAAAAA….

É PRECISO PARAR COM URGÊNCIA

Uma frase que muitos de nós ouviu desde criança ecoa até hoje nos pensamentos de muitos, “o gramado do vizinho é sempre mais verde” ou ainda “filha da fulana está indo super bem na escola e você nada!”, “Veja seu irmão como é inteligente, copie as coisas boas dele”, “ta vendo fulaninha emagreceu um monte, já você não está nem aí para seu corpo, não fecha essa boca”….. poderia passar o dia escrevendo as milhares de frases desmotivadoras e limitantes que vamos ouvindo ao longo de toda a jornada de vida. Palavras que gritam no subconsciente e fazem um estrago nos nossos resultados, afetando diretamente nossa capacidade de realização em diversos âmbitos da vida.

Desde muito pequenos acostumamos a comparar, comparávamos as notas dos colegas, as roupas que usavam, o lápis (que vinha com a tabuada escrita, aquilo era o máximo para quem tinha), o caderno de capa dura do amiguinho enquanto o meu era escrito com um carimbo do lado (fundepar venda proibida), o sapato, o cabelo, as viagens que faziam, e tudo isso ao longo de muitos anos parecia apenas coisas de criança ou adolescente, então começamos a nos tornar “gente grande”, e passamos a dizer “eu vou vencer na vida!!!!”, mas o tal vencer não chega, e você continua se comparando.

Pode parecer até cruel, mas quem nunca encontrou um amigo do tempo do colégio que está suuuuper bem, e quase que imediatamente começou a comparar com a própria vida, tentando encontrar as inúmeras falta de sorte, escolhas erradas, burrices que você teve na vida para não estar tão bem assim também. Vou chamar aqui de invejinha “branca”, se é que exite a tal da cor para a inveja que segundo o dicionário significa: 1. desgosto provocado pela felicidade ou prosperidade alheia; 2. desejo irrefreável de possuir ou gozar o que é de outrem. (e isto inclui a tal “sorte” que o fulano teve na vida…

Talvez sua cabecinha pensante já esteja aí cheia de objeções a isto que está lendo agora, e inclusive com bastante negação, dizendo “Eu nunca fui invejosa assim!”, “Aff eu fico tão feliz quando vejo alguém que eu gosto bem”, “odeio gente invejosa”….. enfim queridos leitores blá blá blá da sua mente, porque CLARO que todos já sentiram inveja em algum momento, isto não te faz uma pessoa ruim, não te faz uma pessoa desprezível, isto só demonstra que SIM, você é um ser humano, normal e com tudo que o kit humano traz na sua composição.

Agora o que você vai fazer com isso sim determina o seu caráter (importante esclarecer isso para que possamos seguir com tranquilidade).

Enfim, como você percebeu até aqui somos bombardeados de todos os lados, mas a boa notícia, nós temos escolha. Nós definimos como as coisas prosseguem a partir daqui, as rédeas agora estão nas suas mãos.

Me lembro quando decidi empreender pela primeira vez um frio na barriga e uma sensação de incapacidade imensa, primeiro porque não tinha o dinheiro que precisava, não tinha pra onde correr, nem o colinho de um, nem o ombrinho de outro, era eu por mim mesma, foi uma loucura, se deu certo? Até certo ponto sim, mas eu não tinha as estratégias certas, não me conhecia o suficiente, então posso dizer que até certo ponto deu certo, pois trouxe diversos aprendizados, mas a tão sonhada empresa ainda não havia acontecido ali.

Por um longo período de tempo pensei que para “vencer”, e alcançar meus objetivos precisava de dinheiro (sim era uma crença daquelas), e isto me limitou por anos, afinal trabalhava como uma louca, e de fato nunca tinha o dinheiro que precisava de fato.

Quando passamos por muitas dificuldades ao longo da vida temos tendência a ter estas dificuldades que inclusive já passaram como o referencial da nossa vida, e o que acontece? Geramos mais dificuldades, quando você teve uma mãe que era pai e mãe ou vice versa, você tende a não aceitar ajuda, se torna sim muito forte mas por outro lado toda a independência que desenvolve é também seu calcanhar de aquiles, você não aceita muita ajuda mas reclama o tempo todo que a vida é difícil, que ninguém está ao seu lado, e assim queira ou não (sem mimimi pllis), você dificulta seu caminho mesmo sem perceber.

Existe uma palavra que me definiu por anos, mas que hoje pra mim é inaceitável: “Mari você é uma guerreira” =( gente nãããão). Porque o guerreiro está fadado a lutar pelo resto da vida, saindo de uma luta e entrando em outra, afinal se deixar de lutar perde o título. Quando entendi que vivia a guerrear, defini para mim que iria gerar um caminho mais leve para eu mesma passar.

Mas não foi simples assim, busquei terapia e comecei a estudar tudo que falava sobre autoconhecimento, afinal quem era eu????????? O que estava faltando para que eu pudesse alcançar meus sonhos, ter mais paz e viver tranquilamente os relacionamentos com as pessoas?

A primeira coisa que identifiquei era que muitos ao meu redor acreditavam muito em mim, eu era elogiada pela facilidade com a fala, pelo capricho com meu trabalho, pela maneira excelente que eduquei meus dois filhos, pela sinceridade que sempre saiu da minha boca (mesmo que naquela época sem tanta suavidade), então comecei a autoanálise, entendi que tinha ali um tesouro que somente eu não via.

Uma das minhas primeira atitudes que nunca esqueço, é que parei de negar quando alguém falava “Nossa Mari como você se expressa bem”, ao invés de dizer “ah que é isso, imagina, nem falo bem nada”, passei a agradecer, e dizer “obrigada pela gentileza, eu gosto desta qualidade minha”, ufaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa a primeira vez que consegui realmente enxergar algo maravilhoso em mim foi libertadora, mas para isso precisei não me preocupar com o que achariam, porque algumas vezes as pessoas te elogiam esperando que você discorde, e não discordar pode fazer com que ascenda dentro da mente delas o alerta “hummm que metida =( ” , mas foi aí que já na sequência aconteceu o segundo e libertador passo, PAREI DE ME IMPORTAR COM O QUE ACHAVAM DE MIM.

Sou quem sou, virou minha frase preferida, passei a entender que sou um ser em plena evolução e o que pensam de mim só terá peso se vestiram minhas sandálias, caminharam por meus caminhos e sentiram o meu sentir, ou seja, NINGUÉM, por mais próximo o amigo, ninguém jamais terá meu ponto de vista.

Aceitar que os que me amam me aceitam como sou foi outro ponto fundamental desta jornada de começar acreditar em mim, muitos se foram, amigos que pareciam chegados, entre outras pessoas, o que aliviou bastante a carga da minha jornada, fica sempre mais leve caminhar com quem nos quer de verdade, e no meio disso tudo, fiquei mais inteira e mais feliz.

Após estas pequenas e “simples” descobertas, melhor depois destas aceitações pude realizar muitas coisas, me estabelecer na minha profissão, definir um futuro mais tranquilo, vivenciar o momento presente com mais prazer e saborear os detalhes de ter nascido eu, Mari Santana, com a minha história e características únicas, como assim também é a sua. Aos que convivem comigo foram presenteados com alguém muito melhor, parei de competir, de comparar e especialmente de ter expectativas sobre os outros, bem como não espero senhores que tenham alguma sobre mim.

Simplesmente sou eu, e se posso deixar para você uma dica: Conheça-se, permita-se conhecer, viva a sua verdade, siga sua essência e acredite em você, mesmo que seja difícil, mesmo que as estatísticas da sua vida até aqui tenham um balanço muito negativo, ainda assim, ESCOLHA acreditar em você.

Foi um caminho longo, mas acredito em uma frase que diz assim: Quando o aluno está pronto o mestre aparece, foi assim na minha jornada, a cada evolução um mestre foi aparecendo, a cada novo aprendizado um novo crescimento, creio que assim seguirei transformando a minha e outras vidas até que minha jornada se encerre neste plano, porém, cada dia com mais leveza.

Um grande abraço com o aroma de autoconfiança do Alecrim.

Mari Santana

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